Perguntaram-me o que vi em você, pensei muito até encontrar a definição exata, refleti por alguns dias, deixei a mente navegar pelos poucos momentos vividos e então encontrei a resposta.
Você me fez sentir a segurança do abraço apertado, do beijo demorado, das mãos que sustentam, do olhar direto e fixo.
Não precisei te explicar nada, mostrar nenhum caminho ou lhe dá qualquer conselho, você simplesmente tinha meu manual de uso.
Viu minha segurança e também minha insegurança, eu não tive que decidi, eu não tive que escolher, você comandou tudo, tomou as rédias e me mostrou o quão menina ainda sou.
Ainda fico pensando se você ensaiou tudo, se era tudo estrategicamente calculado para me enfeitiçar, ou se de fato você já nasceu assim, pronto, exato, firme e quase decidido.
Me envolveu nos seus braços, me levou tão pra junto do teu corpo que por alguns momentos cheguei a pensar que você tinha medo de me perder, mas foi eu quem perdeu você.
Gostaria de ti odiar, lembra de você com raiva, mas nem mesmo isso. Todos os momentos com você foram lindos, desde o 1° encontro ao último, e você nunca mais apareceu.
Que coisa estranha foi aquela, parecia que eu era exatamente o que você estava procurando e, ao mesmo tempo, eu sentia que nosso laço era fraco, fraquinho.
Apesar da tua partida, eu ainda espero te encontrar, em qualquer lugar, pra gente conversar, quero entender tudo o que você sentiu, tudo o que passou na tua cabeça e qual o motivo da tua fuga.
Ninguém vai bater mais forte do que a vida. Não importa como você bate e sim o quanto aguenta apanhar e continuar lutando; o quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha. A frase é bem conhecida do filme Rocky Balboa e é uma das maiores verdades que ouvi e que de perto pude constatar.
Durante minha trajétoria deparei-me com todo tipo de gente, passei por situações que jamais pensei que poderia suportar, no entanto, passei a fase, superei e sobrevivi.
A capacidade humana em tolerar a dor, o sofrimento, o abandono e intempéries nem mesmo diversos artigos científicos do tipo randomizados seriam realmente capazes de nos dá total certeza, pois a nossa espécie é demasiadamente forte, não atoa, somos a raça que subjulgou as demais.
Esses dias dei-me conta daquela frase de Dostoievski, que define o ser humano como o ser que a tudo se habitua. Obviamente que quem realmente conhece o sofrimento de perto consegue nos dizer até que ponto é verdade que a pessoa a tudo se acostuma, sem dúvida! Mas ninguém pergunte de que modo.
Nas ultimas semanas tenho lido o livro do genial Viktor E. Frankl, Em busca de sentido, um médico psiquiatra sobrevivente da insanidade que foi o campo de concentração na época do nazismo e tenho aprendido muito com ele a respeito do que realmente é o sofrimento e o real sentido da vida, bem como aplicar em minha vida a logoterapia (sua maneira de tratar pacientes que estão passando por processos traumáticos, existenciais e depressivos).
Tudo o que o Frankl descreve é de uma generosidade fora do comum e tudo no livro tem mudado minha maneira de encarar a vida, principalmente quando ele fala sobre qual o sentido dela, em alguns pontos ele descreve que quando somos úteis, responsáveis e amamos o outro é que descobriremos que é no mundo que está o verdadeiro sentido da vida para cada um de nós, não existe uma definição genérica, cada um precisa encontrar o seu sentido e isso não está dentro da pessoa humana ou de sua psique, como se fossemos um sistema fechado.
Em resumo, seguindo a ideia do Viktor, o ideal é que possamos conduzir nossas vidas dedicando-nos a realizar algo no mundo ou encontrar alguém para amar e cuidar. Quanto mais a pessoa esquecer de si mesma- dedicando-se a servir uma causa ou a amar outra pessoa-, mais humana será e mais se realizará.
Não tenho dúvidas que antes de começar a doer a gente já sabe. Sim, a sensação de perigo é sentida antes do início dela. Então se der tempo a gente prepara tudo, a mente e o corpo todo, para quando a hora chegar, consigamos aguentar.
A gente se blinda logo de cara.
Tô falando daquelas coisas que tiram a gente do eixo, às vezes vem em forma de amor, às vezes qualquer outra surpresa que nos desestabiliza. No roteiro da vida são tantos altos e baixos que a gente pensa que não vai aguentar. É tipo pingue pongue até a gente encontrar o equilíbrio. Somente quem sente o engano de perto e tem o peito de aço é que supera essas emoções sem explodir. Francamente, é difícil compreender por que o ser humano brinca tanto com o sentimento dos outros. Puro prazer? Baixa estima? Que papo é esse de apenas uma noite? Que babaquice é essa de pega e não se apega, de onde vem esses humanos que não ligam no dia seguinte de uma noite maravilhosa? Como que coloca na cabeça que uma pessoa chega na vida do outro, tira a sua roupa, beija a sua boca, deita na sua cama, sorrir pra você e no dia seguinte você não significou nada! É por essas e outras que tanta gente se fecha em seu mundo particular, foca na carreira ou em outras atividades e não deixa nunca mais que ninguém o tente enganar. Como entender esse negócio de: ah, foi só sexo!
What?
Não, simplesmente eu não iria querer que uma pessoa tenha acesso ao meu corpo, as minhas horas e no dia seguinte simplesmente desapareça como num passe de mágicas. É uma geração vazia, que não saem pra jantar, que não andam de mãos dadas, que não olham nos olhos e que não sabem conversar. Deve ser por isso que é melhor partir para o finalmente, eles não tem nada a agregar.
Não quero fazer parte dessa geração que só olha para baixo, para a tela do smartphone e esquece o cheiro das flores, das cores, do toque e que não conhecem a própria letra, por que não fazem mais cartas de amor. Não venha me chamar de romântica ou antiquada, por que não existe esse ser humano trator. Não existe esse humano que não se renda ao toque de quem se sente bem. Tenho pra mim que os humanos que brincam com o sentimento dos outros, possuem ao menos dois tipos de problemas: 1° Alguma patologia, do tipo que não possuem a capacidade de amar, um problema psiquiátrico talvez. Acho até que bem comum, inclusive; 2° Já sofreram tanto que decidiram fingir que não sentem nada e passam a jogar o jogo de sedução mais estúpido do mundo: conquistar para descartar.
Quando Nietzsche Chorou é uma leitura profunda, me via em cada página, nunca fiz terapia, mas ali eu pude entender um pouco a respeito da mente humana, é uma leitura voltada para a psicanálise e que nos faz pensar o quanto é fundamental buscarmos em nosso íntimo às respostas que tanto procuramos, tá lá, sempre esteve e está.
Existem
perguntas que definem para sempre vários estágios da nossa vida.
Perguntas
que temos medo de responder.
Algumas
estão tão profundamente enraizadas que quando nos deparamos com elas tendemos a
fugir para evitar as respostas.
Quando nos fazemos perguntas como: Quem sou? Por que falo assim? Por que repito os mesmos erros? Por que sempre conheço as mesmas pessoas? São tantas interrogações que se pararmos para respondê-las certamente teríamos uma vida mais leve conosco, com os outros e o alcance do tão almejado autoconhecimento.
Perguntas do tipo: Por que quero isso? Qual o objetivo disso? O que vou ganhar ou perder se fizer ou deixar de fazer determinadas coisas?
E se eu terminar esse relacionamento? E se eu mudar de profissão?
Algumas perguntas são necessárias para iniciar e encerrar ciclos.
Queremos que as pessoas adivinhem o que gostamos ou atendam ás nossas expectativas, mas nunca falamos quais são as nossas regras, nossos sonhos ou desejos.
Martha Medeiros certa vez escreveu: “Excesso de expectativa é o caminho mais curto para a frustração”. Essa é uma boa forma de encararmos a vida como ela é. Quanto menos bichinhos criarmos na nossa cabeça, menos sofreremos.
Seria mais fácil se as pessoas simplesmente verbalizazem seus sentimentos, mesmos os mais simples, parece absurdo, mas o óbvio precisa ser tido.
No entanto as pessoas possuem uma estranha dificuldade em expressar seus sentimentos.
Precisamos ser menos fatalistas e imediatistas e passemos a encarar as situações do dia a dia de forma organizada, resolvendo primeiramente o que é importante, depois o que é urgente.
Estamos em um momento histórico, onde tudo magoa, tudo dói, tudo é preconceito, feminismo, machismo, politicamente e ambientalmente correto, muita divisão e o surgimento de pequenos grupos, muitas células desorganizadas e certos conceitos que em 2 páginas se resumem, uma preguiça de pensar e racionalizar ao ponto de que se você pensa diferente de mim, você está contra mim. É lamentável, mas a vida está extremamente romantizada, o objetivo de todos deveria ser coletivo, mas não é.
Quando paro
para pensar sobre a história da humanidade, e me recordo dos gênios e heróis
que revolucionaram uma época, é notável o quanto eram engajados em mudar o
mundo para o bem de todos e não apenas para si próprio.
Veja Thomas Edison, Napoleão, Nietzsche, Lung King, Henry Ford, Oprah Winfrey, Madre Tereza de Calcutá e tantos outros que enfrentaram a pobreza, o racismo, deficiência, abusos e várias outras limitações para concretizar objetivos, todos de forma incansável e que hoje nos beneficiamos com seus grandes feitos. Quando estudamos a trajetoria dessas pessoas, fatalmente iremos constatar que todos tinham algo em comum, o desejo ardente em tornar real tudo o que acreditavam, sem desistir no primeiro obstáculo.
Eu gosto de refletir a respeito de atletas também, eles me fascinam, muitos não fazem parte da elite do esporte, treinam pelo desejo em se desafiar, em atingir o seu limite, em se superar, essa obstinação é o que os impelem a ir em frente, a tentar mais uma vez, e é esse mesmo pensamento que nos faz tomar decisões e agir.
Penso que o aumento de qualquer força, seja ela física ou mental, só é possível através da própria força, ou seja, a força física é potencializada quando se treina mais, em uma base regular, bem como a força mental é aumentada de acordo com nosso nível de leitura, todo o tipo de leitura, principalmente aquelas densas, com o vocabulário rico de palavras que não temos o hábito de usar rotineiramente, através da cultura, arte, teatro e viagens, além de transmitir o conhecimento para os outros, digo, compartilhar e discutir, é fundamental para fixar o conhecimento, obviamente que nada adianta se não colocarmos em prática o que sai de nossa boca.
Acredito que apesar dessa bagunça no mundo evolutivo, tudo tem um propósito de ser, creio sem sombra de dúvidas que a criação é perfeita e sábia e que o destino é mais progresso para a humanidade, ou seja, se observarmos os arranjos atômicos há uma regularidade estrutural, tudo está em perfeita harmonia e tudo muito bem organizado para o atingimento de um objetivo maior, a formação de células, e, como somos parte de toda essa evolução, certamente estamos caminhando para o equilíbrio perfeito, igualmente como todas as forças do universo.
Concluo que o processo evolutivo é de fato lento e uma frase de Hernest Holmes explica bem um dos problemas da nossa espécie: “Praticamente toda a raça humana está hipnotizada pelo senso comum, pois a maioria pensa o que lhes disseram para pensar”.
Resumindo, só é possível mais progresso quando pensamos fora da caixa, quando olhamos além do horizonte, quando fazemos questionamentos, quando ouvimos mais do que falamos, quando erramos mais, quando adquirimos o senso crítico sobre o que existe na vida.
Está na contramão do mundo é uma tarefa difícil, mas é aí que está o segredo do sucesso.
Tenha cuidado quando chegar na vida de alguém, análise sua intenção, existe um coração. Peça licença e pergunte se pode entrar. Antes de se alojar entenda como funciona a logística naquele lar. É importante saber se a casa não passou por reforma recente. Pergunte ao morador se a tinta já secou, se deve tirar os sapatos e aonde deve pôr. Talvez o anfitrião lhe diga para ficar a vontade e lhe apresente a casa toda, às vezes, ele não lhe conta os detalhes, use a intuição. É educado não se adiantar, espere o momento certo chegar e se preciso for se ofereça para ajudar, é bom colaborar. Se você chegou sem avisar, então por favor, se atente que muito provavelmente seu anfitrião não tinha roteiro não. Deixe uma boa impressão. Você poderá voltar outras vezes, ou não. Existem casas de todo tipo, vidro, concreto ou mista, é prudente observar cada ação. Alguns lares são sagrados, respeito às regras e aos mandamentos fará de você um bom hóspede. Às vezes esse lar é tudo o que o morador possui, não se atreva a bagunçar tudo. Em algumas casas se recebe visitas com frequência em outras quase nunca, é bom se informar da preferência do hospedeiro. Se você é do tipo aventureiro, veja, não é educado surgir e sumir, não ligar pra dá noticias ou aparecer apenas quando lhe parecer adequado. Às regras da casa mostra qual logística seguir, todo lar tem uma história e cabe ao visitante se adequar. Esses são conselhos de amor, que servem para um lar com telhas e paredes ou para um coração acolhedor, por isso, sempre chegue com uma flor e nunca leve dor, nem mentiras e nem palavras decoradas. Deixe sempre as melhores emoções e sensações. Não aperte a campainha e saia correndo, deixe isso para aquelas pessoas que chegam apenas para perturbar, sem a menor intenção de entrar, sentar e ficar. Deixe saudade como os dias de sol, como as flores da primavera e como a aurora do outono.
Ela é princesa e com realeza é fundamental ser respeitoso e carinhoso.
Ela é princesa, toque-a de forma suave e agradável, beijar suas mãos faz parte do rito.
Ela é princesa, e toda princesa tem sonhos, faço o possível para realizá-los.
Ela é princesa, seja cuidadoso e atencioso.
Ela é princesa, tenha orgulho dela e demonstre o quanto a admira.
Se tratando de princesa você precisa ouvi-la com atenção.
Nunca, jamais, em hipótese alguma você mentirá para uma princesa.
Não se brinca com princesas, ama-se.
Princesas não devem chorar, só se for se alegria.
Princesas existem e elas embelezam, fortalecem e contribuem.
Princesas são mulheres, e se tratando delas trate-as como uma flor do jardim encantado.
Mulheres são mães, irmãs, avós, filhas, executivas, professoras e super heroínas.
Mulheres conseguem ser doces e fortes, meigas e rígidas, carinhosas e firmes, namorada e amante.
Mulheres foram feitas de um material inquebrável, toleram a dor da morte por amor.
Mulheres são deusas, são feiticeiras, a natureza é mulher e ela tem a força.
Mulheres caem e se refazem, mulheres são fênix, são lótus, são butterfly.
Quem ousa dizer não para uma mulher decidida? Quem ousa parar uma mulher com propósito? Quem foi que invejou o seu poder e usou a força para coagir?
Mulher, não aceite menos do que você merece.
Se o encontro for às escondidas, recuse! Você não deve se esconder. Você é princesa e aparecer com o príncipe faz parte do ritual.
Se levantou a mão pra você, nunca mais o veja! Ele não tem brasão.
Se brinca de esconde-esconde, se visualiza mas não responde, só aparece quando quer, a culpa é sempre sua, não vá com essa roupa, não use esse sapato, não tenha amigos e outros discursos conhecidos, se pergunte: por que preciso disso? Mereço isso? O que ganho com isso?
Ame-se. E se tratando de amar-se, lembre-se: ninguém fará isso melhor do que você!