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Escritos meus

Virgínia

janeiro 15, 2026 by Veridiana Lopes Nenhum comentário

Na sala de espera pelo meu médico, havia uma senhora que parecia ter atravessado séculos para chegar até ali.
Como se tivesse escapado de algum livro antigo, daqueles escritos à luz de vela, carregando silêncio nas páginas.

Vestia um casaco longo vermelho — vermelho profundo, denso — que lhe cobria o corpo como um manto cerimonial. Nos pés, botas pretas inesperadamente limpas, em contraste com seus cabelos longos, grisalhos e indomáveis, que pareciam não conhecer água, pente ou espelho há muitas décadas. O cabelo escorria pelas costas como uma capa antiga, viva, cansada.

As sobrancelhas já não existiam. O tempo as havia levado.
Em resposta, ela as redesenhou com lápis preto, traços firmes e escuros, como quem se recusa a desaparecer por completo.

Sentada, curvada, aguardava ser chamada. Não apenas pelo médico — mas por algo maior, talvez.
Do bolso profundo do velho casaco vermelho, retirou uma lixa de unhas. E ali, naquele espaço neutro e asséptico, iniciou um ritual silencioso.

Suas unhas eram enormes, fortes, intactas. Pareciam nunca ter conhecido esmalte.
Eram unhas nuas, honestas, resistentes — como se tivessem atravessado o tempo junto com ela.

O som seco da lixa deixava claro: eram unhas firmes, espessas, quase indestrutíveis. Ela as lixava com um esmero que ultrapassava qualquer vaidade comum. Aquilo não era manutenção. Era cuidado profundo. Era permanência.

Seus dedos finos vestiam um único anel solitário na mão esquerda. Não sei se aquele anel carregava algum significado, mas parecia fazer parte daquela mão há muitos anos — como se não fosse acessório, mas memória.

Seu corpo se dobrava para frente, como quem convive com dores na coluna — ou com o peso invisível de muitos anos vividos sem testemunhas.
Ainda assim, suas mãos eram firmes. Os movimentos, lentos e seguros. Nada nela parecia obedecer à pressa do mundo moderno.

Ela não parecia esperar.
Ela parecia habitar a espera.

Então, a enfermeira a chamou.
E eu nunca esquecerei o nome: Virgínia.

Chamou com certa intimidade, como quem não chama um estranho.
“Como vai, Virgínia?”
E Virgínia respondeu, com um sorriso que quase não se via: pretty good.

Ela entrou corredor adentro.
Eu a segui com os olhos.

E foi então que percebi: havia nela uma jovialidade interna, uma vida silenciosa pulsando por dentro, algo que sua aparência — pesada de tempo, de marcas, de camadas — insistia em esconder.

Virgínia me marcou.

Não pelo casaco vermelho.
Nem pelos rituais discretos.
Nem pela estranheza que chamava atenção.

Mas por aquilo que ela guardava.

Como eu gostaria de saber mais sobre ela.
Como eu gostaria de sentar ao seu lado
e apenas ouvir.

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Escritos meus

A Perfeição Não Vem Antes: ela se constrói no caminho.

dezembro 26, 2025 by Veridiana Lopes Nenhum comentário

Antes de qualquer conquista existe um movimento — e antes de qualquer movimento existe uma decisão.
Nenhuma ideia, por maior que seja, transforma-se em vida enquanto estiver trancada dentro da mente, protegida pela desculpa da perfeição. Entre o que desejamos e o que realmente acontece existe uma ponte feita de tentativas, ajustes e coragem. E nessa travessia, o que nos impulsiona não é o medo de errar, mas sim o desejo incontornável de ver nascer aquilo que só nós sabemos o tamanho.

O mundo não está interessado nos temporais que você enfrentou. Ele quer saber se você trouxe o navio.”

Muitas vezes pensamos:
— Ah, já que não sou perfeito, meus erros podem ser justificados.

Mas não é disso que tratamos aqui.
Este capítulo fala de estratégias e planejamento, não de desculpas.

Se passarmos a vida justificando nossas falhas, é provável que terminemos frustrados e desmotivados.
Em vez disso, o pensamento poderia ser outro:

“Já que não sou perfeito, farei o melhor que eu puder — para alcançar o melhor resultado possível para a minha vida.”

Não existe fórmula mágica para atingir objetivos.
Em algum momento, você tomará uma decisão,
essa decisão o levará a uma ação,
e dessa ação virão resultados e consequências.

Não se iluda: na primeira tentativa você dificilmente vai acertar os números da loteria, encontrar o pote de ouro ou acordar às dez da manhã com seu café na mesa, ovos fritos na manteiga e todas as guloseimas preparadas por um funcionário seu.

A vida, meu caro, só é realmente compreendida quando a força exercida sai de nós.

Vou explicar.

Se você está carregando um saco de cimento e, diante de si, o único caminho é uma ladeira íngreme — em dia de chuva, ou sob o sol ardente do meio-dia, com dor no ciático e poucas horas antes de buscar seu filho na escola — faria algum sentido alguém que nunca fez metade do seu esforço dizer:
— “Nossa, eu entendo o que você está passando.”

Você concorda que somente quem executa de fato determinada tarefa é capaz de compreender e medir o nível desse esforço?

É como a dor — ou qualquer sentimento abstrato: só compreende quem sente.

Com esse exemplo, entendemos que a perfeição não é o requisito principal quando estamos realizando algo que precisa ser feito.
O que realmente importa é o quanto queremos ver nossa meta concluída, mesmo que o planejamento não tenha sido impecável.


Perfeição: palavra que pesa

A definição de perfeição é:

O mais alto nível numa escala de valores.
Excelência no mais alto grau.

Perceba como as palavras carregam significados profundos. Muitas vezes, fantasiamos esses significados e, sem perceber, transformamos conceitos em monstros que nos paralisam, simplesmente porque não compreendemos o que realmente significam.

Não estou dizendo que somos ignorantes, mas que existem maneiras simples e práticas de tornar nossa visão mais clara, reduzindo medos, expectativas irreais e confusões internas.

Em algum momento da minha vida, compreendi que, quando entendo o conceito de algo, administrar situações e problemas se torna mais fácil.
Por isso, daqui para frente, não conclua — e não desista — sem antes entender o conceito, o significado das palavras e o objetivo do projeto.
A partir dessa base, decisões tornam-se mais seguras e eficientes.

O conceito de perfeição é tão profundo que, se nos guiarmos cegamente por ele, corremos o risco de não agir — medo de errar, medo de não ser suficiente, medo de não alcançar o que imaginamos.

Mas errar faz parte da tentativa de acertar — dentro de um contexto sério, responsável, intencional, onde buscamos o melhor, ajustando arestas e aprendendo com o ambiente e com as pessoas.


Entre fazer e não fazer

Uma vez ouvi de um chefe, em uma grande empresa:

“Prefiro pedir desculpas por ter feito, do que pedir desculpas por não ter feito.”

Não concordo totalmente.
Prefiro acreditar que “o combinado não sai caro” — ou, adaptando:
o planejado não sai caro, o calculado não sai caro.

Quando envolvemos pessoas, sentimentos e contextos, compartilhar e pedir ajuda facilita — e muito — o caminho.

Estou convencida de que o trabalho conjunto é mais eficiente do que ações isoladas guiadas por controle, vaidade ou busca obsessiva pela perfeição.
Esses impulsos, muitas vezes, travem resultados e impedem crescimento.

Por isso, faça uma autoanálise honesta:
estou atrapalhando o ambiente em que atuo?
estou sabotando meus próprios projetos sem perceber?

A busca pela perfeição — subjetiva, pessoal e inalcançável — pode estar apenas atrasando o primeiro passo.
Talvez a meta que você imaginou seja tão grande e tão formatada apenas na sua cabeça que ninguém mais consegue ajudá-lo — e, por isso mesmo, ela não acontece.

Vivemos em sociedade.
Ideias compartilhadas encontram caminhos.
Caprichos solitários costumam morrer na gaveta.


Expectativas, críticas e ação

Este capítulo é um convite para refletir:
estamos exigindo de nós algo tão grandioso e tão desconectado do mundo ao redor que acabamos sem agir?

Enquanto isso, somos julgados por quem nem sabe o tamanho da nossa meta, e corremos o risco de ter apenas concluído… sem nunca ter tentado.

Críticas, análises, julgamentos — tudo isso é humano.
Se existe, precisamos estar preparados para ouvir, filtrar, aprender e, quando fizer sentido, ajustar o projeto.

Não encare este capítulo como autoajuda.
É um chamado à responsabilidade e à autonomia.
Pare de justificar erros, dores e desistências.
Pare de justificar a falta de iniciativa.

Ninguém é perfeito.
Ninguém está livre de limitações.
Somos humanos — e isso significa estar em constante evolução.

Quando percebemos que a busca pela aceitação alheia nos paralisa, passamos a focar no alvo — e a mente torna-se livre para criar.


Conclusão

O que espero que você conclua é simples:

No momento em que você decidir iniciar os projetos que vivem apenas na sua mente, os pontos vão começar a se conectar.
As peças vão se ajustar no caminho.
A perfeição não antecede a ação — ela nasce do processo.

E tudo começa com um passo imperfeito em direção ao seu objetivo real.

Não é o perfeito que muda a sua vida — é o feito.

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Escritos meus

A vida e os desafios

by Veridiana Lopes Nenhum comentário

A vida vai se formando diante de nós e criando diferentes cenários, possibilidades e maneiras de enxergá-la.
Cada forma e cada caminho que precisamos percorrer nos ensinam lições e nos trazem técnicas que fortalecem nossa capacidade de sobreviver e de lidar com o mundo ao nosso redor.

Algumas situações nos decepcionam a ponto de nos tornarmos seres mais frios, menos sensíveis e descrentes de tudo e de todos.
Nosso instinto de sobrevivência nos ensina a ativar sensores que talvez jamais fossem despertados se não fossem as circunstâncias do cotidiano — seja uma decepção amorosa, uma demissão, a perda de um ente querido ou de um animal de estimação. Tudo, absolutamente tudo o que vivenciamos nos deixa uma marca, uma lição, um aprendizado — ou então nos torna mais fortes, atentos e concentrados.

Há pessoas que precisam viver momentos difíceis e conflituosos diversas vezes para perceber que a vida exige ação; outras aprendem na primeira queda. Bastou um dia de dor e, no seguinte, já acordam enxergando o mundo por um ângulo completamente diferente, conscientes de que a vida é real e que é preciso estar constantemente atento a cada passo que se pretende dar.

Sempre fui cautelosa e extremamente cuidadosa com minhas ações, mas nada disso me isentou de vivenciar dores profundas, derramar lágrimas e, por diversas vezes, acreditar que era o meu fim.
No entanto, a espécie humana é especialista em sobreviver e em desejar permanecer viva. Por isso, diante de cada problema, permiti-me viver o luto e a dor, e, no momento oportuno, me reinventei — e assim continuo caminhando.

Tenho certeza de que todos nós já enfrentamos ou enfrentaremos grandes desafios. Porém, é a maneira como lidamos com eles que revela o quão fortes e resistentes somos.

Enxergar problemas como oportunidades é a chave para o sucesso — e não falo do sucesso para o mundo, mas do nosso sucesso.
Nossas vitórias pessoais são muito mais significativas do que qualquer esforço feito para provar ao mundo o nosso valor.
E digo isso porque, para o mundo, nada do que fazemos será completamente suficiente — jamais será o bastante, jamais estará perfeito.
Mas quando o foco está em desenvolver soluções capazes de resolver problemas — nossos e dos outros — e não nos aplausos, afirmo: o sucesso já chegou até você.

Você terá convicção do que fez, das etapas que percorreu, do método que desenvolveu e das técnicas que aplicou. Não haverá dúvida ao defender aquilo que construiu.
E, quando opositores, concorrentes ou desafetos iniciarem suas críticas, você estará seguro(a): ninguém critica o que não foi feito, ninguém ataca o que não importa.
As pessoas criticam aquilo que, de algum modo, as afetou.

E é justamente nesse momento que sua roda não pode parar.
Não esmoreça.
Pelo contrário: mantenha os olhos abertos para identificar, nas entrelinhas das críticas, oportunidades para melhorar aquilo que só você tem o poder e o domínio de realizar.

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Escritos meus

Chuva de Outono

by Veridiana Lopes Nenhum comentário

Outro dia, algo simples aconteceu — e me atravessou.
Eu saía da academia quando começou a chover.
Era uma chuva fria, dessas que o outono traz de repente,
com o vento cheirando a folhas e despedidas.

Por instinto, eu deveria correr até o carro,
mas, por algum motivo, continuei andando.
As gotas caíam no meu rosto, nos meus cabelos,
e, pela primeira vez em muito tempo, eu quis apenas sentir.

Era como se aquela chuva lavasse algo em mim
— algo que eu nem sabia que precisava ser lavado.
O mundo ficou mais lento, o som ficou mais doce,
e o frio me fez lembrar que eu ainda estava viva.

Desde então, tenho pensado nisso.
Talvez fosse só uma chuva qualquer.
Ou talvez fosse a vida me dizendo, em silêncio,
pra parar de fugir de mim mesma.

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Escritos meus

Um diário

junho 7, 2022 by Veridiana Lopes Nenhum comentário

Eu não estou com raiva e nem perto disso, mas existe uma mágoa no meu coração e se eu não resolver eu adoeço, então, como eu acredito que uma boa conversa pode resolver muitas coisas eu estou lhe escrevendo para explicar um pouco do que sinto.

Como você sabe, nós nos vimos poucas vezes na vida e, se não me engano, em todas as vezes tivemos desentendimento, sem falar dos problemas que tivemos mesmo a distância, e está tudo bem, isso faz parte do “conhecer alguém”.

Já lhe disse muitas vezes, mas não custa nada reforçar, eu sou uma mulher, mas talvez você não entenda o quão mulher sou, no sentido do quão adulta eu sou, além disso, eu tenho uma cabeça muito boa, um cérebro muito bom e sou grata a Deus pela mentalidade que tenho, me orgulho disso, mas também sei e reconheço quem tu és e teus valores.

Não sou feminista e estou longe disso, até por que, eu sei através da história e de muita leitura o que é o feminismo, mas eu também sei muito bem o que é o machismo. O machismo se manifesta de diferentes formas e para quem está tendo uma atitude machista não é simples perceber que estão sendo machistas, e é assim que vários problemas iniciam.

Eu sou mulher, brasileira e bem disposta a resolver problemas e diferenças, especialmente em nosso caso, onde eu entendo que somos 2 pessoas diferentes, somos diferentes especialmente por você ser um homem e eu uma mulher, depois, tem a diferença de cultura e também de criação familiar e de sociedade. Apesar de todas as nossas diferenças nós somos bem parecidos e acredito que estamos querendo as mesmas coisas, mas que às vezes não é fácil encontrar a sincronia perfeita, mas o ideal é querer melhorar dias após dia o nosso relacionamento.

Naquela noite, quando te fiz aquela simples pergunta e derrepente tudo virou um inferno, fiquei me perguntando se você reagiria do mesmo modo se fosse um amigo teu que tivesse feito a mesma simples pergunta que fiz e me pergunto como as coisas teriam terminado se eu estivesse em seu país, seria pior? Ou seria do mesmo jeito? Esse tipo de coisa seria rotina ou eventualmente aconteceria? Você é mais suave no trato com seus amigos do que com sua esposa? Comigo você é mais duro? E eu? Como iria reagir? Ficaria com medo e calaria minha boca? Ficaria terrivelmente triste até um belo dia eu explodir e nossa vida virar um verdadeiro inferno? Bem, são muitas perguntas, certo?

Sabe, sou muito muito muito consciente a respeito da vida e a respeito do que considero respeito e também falta de respeito, além disso, não sou o tipo de pessoa passiva, que aceita falta de respeito ou falta de carinho e finjo que nada aconteceu, pelo contrário, se eu estou me sentindo mal tratada, eu irei reagir, e minha reação pode surpreender, pode surpreender tanto numa atitude que gera uma grande discussão quando em uma atitude que me faça virar uma pedra de gelo e nosso amor passe a morrer aos poucos, acredito que essa segunda atitude seja a pior de todas.

Quando eu lhe fizer perguntas por qualquer motivo que seja, saiba que eu as fiz não por que estou “argumentando” para lhe ofender, mas por que quero entender algo que não tenha ficado claro para mim, talvez, para você as coisas possam estar claras, mas para mim não, é o mesmo se fosse uma criança, ela vai perguntar mil vezes até entender o que não foi claro para ela e isso se chama aprendizado e isso é ótimo.

Uma flor ou uma planta para ser linda precisa ser cuidada todos os dias e também respeitada, nós não podemos maltratar as plantas, por que se isso virar uma rotina, ela morrerá, o mesmo ocorre para crianças, não é fácil educar um ser humano desde o início com bons valores e princípios, isso requer muito esforço e dedicação, somente assim essa criança terá mais chances de ser alguém respeitado e que saiba respeitar aos outros, tudo é uma construção diária, você imagina então como é para se construir um relacionamento, existe muita muita dedicação e força de vontade, até por que são 2 pessoas imperfeitas em busca (deveria ser) do encaixe ideal.

Ainda teremos muito, muito o que conversar nessa vida, mas saiba, o amor morre aos poucos se deixarmos de cuidar, para que não morra devemos adicionar um pouquinho todo dia para ele ser gigante e também basta um pouquinho todo dia de tristeza, lágrimas e maus tratos para esse mesmo amor ser aniquilado, mas sabe o que é fantástico? Tudo é uma decisão nossa, uma escolha nossa de querer mais amor e permanercemos ou de aniquilar o pouco que construimos até agora.

Só gostaria que refletisse em tudo e saiba que sempre serei ouvidos para compreender e melhorar nosso relacionamento, e que tudo só será possível se nós dois quisermos, do contrário, nenhum relacionamento sobrevive a joguinhos, falta de respeito, arrongância, indiferença e ausência e eu sei exatamente o que esses sentimentos significam e não quero passar essa curta vida vivendo uma historia triste e tenho certeza que nem você.

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Escritos meus

Bem-vinda

junho 21, 2021 by Veridiana Lopes Nenhum comentário

Entre livros e abraços;
Beijos e amassos;
Entre barulho e o sossego;
Assuntos aleatórios, supérfluo e profundo;
Entre o ir e o ficar;
O almoço e o jantar e um café pra prosear.
Com tanta gente pra julgar e adjetivar, você tem o seu lugar.
Não criamos o roteiro, e nem o ritmo do som, indo do jeito que dá, sem se apressar para não embaralhar, pois o destino sábio que é, nós dirá.
Se achegue, se ajeite, não tenha medo da leveza, com tanta agonia por aí, a de se concordar, a paz costuma assustar.
Avaliando o bem danado que somos, como nos preocupar, se é pecado ou não o que por conta do tempo, foi providenciado para ser, acontecer e permanecer?
Caminhando por ai, tranquilo, leve e divertido, sentindo o vento soprar para o melhor lugar onde possamos apreciar a companhia de quem ao invés de arruinar, prefere melhorar o que tem tudo para vingar.
Em vento no literal, o plano era ficarmos bem, e que bom, a rota está boa, e sobre os cavalos marinhos, ah, eles dizem tanto, quem sabe um quadro, desenhado o fundo do mar, ficaria bonito ao lado da planta que uso para decorar.
Com tanta coisa para fazer, sorvete dominical e fotos para registrar me pergunto: o que mais que está faltando pra gente documentar? Bem, sigamos, desse jeito, do nosso jeito e parece que já sabíamos o roteiro, sem dizer muita coisa e dizendo tudo, parece tão óbvio, a gente.

Falam de destino, predestinação, acaso e sorte, eu gosto de maktub, algo como: estava escrito ou tinha que acontecer.

E assim tem sido, o tempo voando, e tanta coisa já passamos, rindo de lembrar, mas sim, sobre as coisas do coração é melhor não complicar, pois por onde o amor passar ele nunca deixará de sua marca registrar.

Bem-vinda!

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Escritos meus

Aprendeu a voar.

maio 14, 2021 by Veridiana Lopes Nenhum comentário

Nem todos pegarão o caminho errado, as vezes, só havia um único caminho.

Nem todos saberão qual a rota certa, a decisão mais adequada ou a
alternativa correta, bem, provavelmente quem diz saber estará fadado ao fracasso, o caminho é feito de tentativa e erro.

Confusa, muitos erros, perfeitinha, mulher forte, não sente nada, sabe tudo,
fria e continua sem ninguém nunca saber sobre quem ela é de fato.

Complexa, e todos achando que sabem seus medos e seus acertos, pobre deles e todas essas magias inúteis de tentar adivinhar.

Caminhando por ai passou a analisar seus julgadores, como abutres, em busca de encontrar os erros dela, depois de alguns tropeços decidiu se esconder, tornou-se fria, indiferente e lá na sua solidão aprendeu a se blindar.

Olhos fixos, atentos e alertas. Prometeu a si mesma nunca mais abrir as
portas, ninguém nunca mais passou do portão do castelo, acesso proibido.

Ela limpou a casa, fez faxina geral, mudou tudo de lugar e foi correr (pra
dentro de si), não encontrou o que procurava, saiu em velocidade máxima para que seu tempo de fuga não durasse mais do que o suficiente e para não se acostumar com a solidão.

Encontrou algumas respostas, não dentro de si, mas durante o caminho.

Viu flores, algumas cores e aromas novos, sentou-se sozinha, debaixo de uma árvore e escreveu.

Desenhou um novo cenário, fez novos planos, não sentiu medo de respirar, profundo, escolheu um novo fim e agora tudo faz sentido.

Nunca mais irá escutar os malvados espalhados por ai, decidiu seguir seus instintos, correndo em um ritmo de velocidade controlada, mas com prazo para acelerar.

Ela aprendeu a voar alto e de lá, tudo é tão mais intenso e belo, é isso, é
disso que ela precisava, se desprender e aprender, ela não quer resgatar o que passou para tentar entender as razões das feridas, não, ela quer voar com suas cicatrizes e a aceitar seus passos errados, foram professores maravilhosos, todos os esses caminhos espinhosos.

Nunca mais aceitará menos do que merece.

 

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Escritos meus

Terráqueos

abril 9, 2021 by Veridiana Lopes Nenhum comentário

Vivemos em um mundo com infinitas possibilidades.

Temos todas as escolhas possíveis diante de nós, todos os dias.

Amar, odiar, perdoar, se arrepender, chorar e a vida vai passando sem freio.

Por vezes queremos sumir, desaparecer, entramos num conflito tão grande com o nosso EU que a sensação é de desespero total, e parece que tudo está perdido, acontece que muitas ou quase todas as respostas NÃO estão dentro de nós, e sim, no mundo, do lado de fora, reflita nesse ponto, onde você está buscando as respostas que precisa?

Quantas vezes sentimos que o mundo parou, que todo mundo sumiu e quando percebemos estamos trancados em um espaço que ninguém consegue entrar, perigoso.

Não entendemos o porquê de muitas coisas e por não entendermos, tendemos a nos julgar e até nos maltratar, as vezes somos o nosso pior algoz, porém, encontrar as respostas começa no ato de executar diariamente ações que nos desafiam, que nos colocam no desconforto, é ali que a gente encontra outras possibilidades.

É preciso entender que a vida e a morte é todo dia. Se acordamos após o fechar dos olhos significa que tivemos mais uma vida e é justamente aí que está o segredo, o recomeçar de tudo, todo dia.

A morte física é o não abrir dos olhos, é quando você perde todas as oportunidades de realização na terra. Mas existe também a morta da alma, aquela em que as flores são cinzas, os dias sempre nublados e a sensação é de nada, no entanto, a pessoa continua respirando, mas em completa inanição.

A grande sacada está mesmo em executar, colocar em pratica as ações necessárias, aquelas que nos trarão algum resultado, será somente assim que poderemos avaliar o efeito ou algum sinal de vida, de preferência, um sinal positivo (isso é o que esperamos, nem sempre será) das nossas atitudes e que mostrarão nosso real sentido de existir.
Precisamos nos cansar, suar, sentir a nossa potência, isso é a vida gritando, pedindo para ser sacudida.

A zona de conforto é o pior lugar, lá nada acontece e os ventos são calmos demais.

Necessidade de aceitação, carência, tristeza, são inúmeros os sentimentos que o ser humano é capaz de sentir, graças a nossa capacidade de imaginar e criar. E é por essas e outras razões que a mente não pode manter-se ociosa por muito tempo, o ócio tem suas vantagens também, mas sem exagero.

Obviamente que a vida é feita de ciclos e em algum momento estamos sujeitos a nos depararmos com sensações que nos tiram do eixo, e ter que administrá-las pode parecer impossível, até por que não nos deram o manual de uso dos terráqueos. Cada um de nós está construindo sua própria história.

Alguns seres já nascem em níveis de evolução maiores que outros, e, assim, encontram sem muitos percalços o seu caminho na vida, outros não, pelo contrário, encontram todos os tipos de dificuldades desde o nascimento, essa não é uma questão que somos capazes de explicar baseado unicamente em nossa limitação humana, porém, na minha opinião, quem possui mais, pode contribuir para o progresso de quem possui menos (não é uma regra), essa contribuição pode vir através de ajuda financeira, emocional ou psicológica, todos somos responsáveis por melhorar o meio em que estamos, talvez até sejamos cobrados por isso, um dia, sei lá, mas como disse, é apenas um ponto de vista, a ideia é que saibamos compreender que ninguém é obrigado a fazer o que não se sente à vontade de fazê-lo, por isso, o melhor é não criar grandes expectativas.

Sentir tantas emoções desafiadoras e muitas vezes dolorosas não é o problema, a questão é: com que frequência estamos somente experenciando, porém, parados? Se for numa base regular é importantíssimo estarmos conscientes disso para não perdemos o controle, e um dos passos mais importantes é compreendermos que teremos dias em que precisaremos de armas mais potentes para enfrentarmos o nosso caminho, quais armas? Descubra o que que te faz sentir seguro, e se sentir seguro não é se isolar, é se desafiar, viver, é explorar.

Sabemos do poder da mente, porém, muitas pessoas não usam ou não sabem usar esse poder para o crescimento, as vezes usam para sua própria destruição.

Vejo o quanto as pessoas estão preocupas em ser amadas e aceitas, com frequência me deparo com pessoas extremamente tristes e deprimidas por que alguém usou 1 decibel a mais para falar com ela, parece que tudo dói, ficou difícil viver, falar virou um dos maiores desafios, quando antes era nossa 1° necessidade ao chegarmos na terra, comunicação.

  • Aquelas histórias de ousadia, de pessoas corajosas e com sede de vencer estão cada vez mais escassas, talvez seja o medo de errar até acertar, talvez seja o medo do julgamento que as fizeram NÃO fazer nada.

Talvez as pessoas estejam com tanto medo das críticas que pararam de arriscar e de usar todo o seu potencial humano.

Talvez as mídias sociais, com seu poder em levar em milésimos de segundos a todo o canto da terra aquelas informações que manteríamos em segredo para sempre ou por mais tempo, tenha deixado as pessoas mais inseguras. O medo de ter sua vida exposta para estranhos e todos ávidos por julgar e apontar o dedo tenha intimidado e amedrontado seres humanos com grande potencial, e assim, estão escondendo sua criatividade, guardando para si seu talento, porém, o preço é alto, porque somos ávidos por compartilhar, por dividir, por informar, queremos que as pessoas saibam nossas “coisas”, conheçam a gente.

Enfim, seremos julgamos de qualquer forma e a dor das críticas sempre será inevitável, por mais que sigamos todo o roteiro estrategicamente, nossa trajetória terá infinitos altos e baixos, dias de chuva e de sol, gente boa e gente terrível, por isso, persistir na batalha sem desistir é o que nos tornará mais fortes para as batalhas finais.

 

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Escritos meus

As regras dela

fevereiro 17, 2021 by Veridiana Lopes Nenhum comentário

Criou suas regras e concordou com as consequências.
Aceitou o que tinha e coloriu com seu jeitinho.
Disse o NÃO necessário e enfrentou as feras.
Escolheu a solidão e aprendeu a lidar com a escuridão.
Nesse caminho, o aprendizado é companhia constante.

De cima ela vê a terra, cheia de luzes, e pessoas e carros e coisas… ela se faz perguntas, como se alguém fosse responder e não tem ninguém ali.

Os dias se passam, dentro de si ela encontra seu próprio norte, não que seja o único, mas ainda é o que têm, é o que dá pra confiar.

Ela vai indo, remando, buscando e tentando não fazer barulho, é que ali, no seu mundinho particular, ninguém poderá lhe machucar.

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Escritos meus

PENSANDO

fevereiro 13, 2021 by Veridiana Lopes Nenhum comentário

O horizonte de frente a mim e a infinita vontade de descobrir o que existe do lado de lá.

Seguindo um roteiro que não programei, uma rota aleatória e a vida ditando a regras.

Dos planos que fiz não consigo recordar-me das vezes que fui parado e quantas vezes tive que ser forte para não desabar.

Descobri que amar doí, mas ensina, descobri que paixões vêm e vão, que tudo pode mudar em questões de segundos e que estamos lutando contra um relógio invisível.

Não faz muito tempo que uma tela branca foi colocada de frente a mim e mais uma vez a oportunidade de escrever um novo capítulo, estou diante de um cenário novo e o capítulo mal começou, trilha sonora sem definição, mas os personagens começaram a aparecer.

Vejo sinais que indicam que o sol muito em breve brilhará com mais intensidade, mas enquanto isso, devo preservar energia, construir um abrigo seguro e manter as expectativas em um nível aceitável e assim, não sofrer com o imprevisível.

Sigo indo em velocidade média, num ritmo cardíaco dentro da normalidade, algumas vezes parando para tomar uma xícara de café, sentir a brisa que vem do sul e reavaliar as mudanças que ocorreram no meio caminho, se por algum motivo a temperatura cair, o sol não surgir ou o tempo parar, continuarei a remar, se preciso for, rastejar.

Dizem que depois da tempestade vem a calmaria, prefiro acreditar que sim, já vim de tantos não’s que talvez eu tenha que aprender a lidar com o sim. E nessa busca que não termina jamais, ando comigo mesmo e minha paz.

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